Muitas emoções para um post só!

08072013_9176 Zareta Armando Sbrissa

Indescritivelmente FELIZ pelo meu primeiro post, quero começar fazendo uma coisa que quem me conhece sabe que eu curto MUITO fazer: Falar do começo! Hahahaha!

Minha história com o poker começou há cerca de oito anos, mas minha história com as cartas vai além…

Eu era pequeno ainda quando já ficava eufórico vendo meus familiares jogarem cartas. Assistia grudado na TV aos filmes enfáticos de Las Vegas e sonhava com aquela cidade maravilhosa. Dizia, para mim e para os meus amigos: “um dia eu vou conhecer esse lugar!”

Mal sabia o que me esperava lá na frente…

08072013_9176 Zareta Armando Sbrissa

Na minha adolescência, depois de cinco anos trabalhando com informática em uma empresa do governo, eu tinha mais do que o suficiente pra um cara da minha idade. Salário bom, carreira, perspectiva, mas me faltava o principal, a motivação.

Cansado do ambiente, da rotina, das pessoas, era nítido que não rolava mais. Qualquer tentativa era nula e me levava sempre ao não. Foi quando então, no meu caso, “a oportunidade fez o louco”, e o Texas Hold’em se tornou parte da minha vida.

Digo louco porque, se hoje ainda existe algum preconceito em torno do assunto, imagina como fui taxado há oito anos atrás, quando resolvi largar tudo aquilo que eu tinha conquistado e virar jogador de poker.

Lembro que vi um comercial no SBT sobre um clube no Tatuapé, bairro leste aqui de São Paulo. Eu trabalhava no Centro, o metrô era meu principal meio de locomoção, e foi ele que me levou pela primeira vez ao clube.

Entrei sem conhecer ninguém e fui recepcionado pelo meu hoje grande parceiro Marcelo Lutkus, que me apresentou a casa e como tudo funcionava. Confesso que não tive “peito” de sentar em uma mesa de primeira, apesar do encorajamento de todos. Assisti uma, duas ou três partidas e resolvi jogar. Eu não tinha cruzado a cidade de metrô para nada!

Nem preciso dizer que nas minhas primeiras apostas eu tremia feito vara verde. Foi a primeira vez que senti a adrenalina que o poker me proporcionaria muitas vezes mais.

A minha vontade de estar naquele lugar era cada dia maior. Eu queria entender, aprender o que eles sabiam, saber mais do que eles… Eu queria muito todas aquelas informações! Comecei então a frequentar o clube.

As pessoas achavam que eu me tornaria um viciado, compulsivo, que apostaria a casa e me perderia na vida. Achismo compreensível! Poker era visto como um jogo de azar, onde as pessoas só viam em filmes de faroeste, com salas escuras e homens perdendo patrimônio familiar. Além das velhas histórias, claro, do “tio da prima de um amigo da minha cunhada que perdeu milhões no jogo”.

Já nessa época, eu tinha minhas mil teorias e, pelo pouco que estudava à respeito, sabia que conseguiria me destacar.
Como com tudo na vida, eu comecei pelo começo. Estudo, foco, determinação e, principalmente, disciplina.

Empolgado com a ideia, trouxe meu irmão para o meu mundo ainda duvidoso. Ele topou, e foi um peso maior. No começo, ele não tinha dinheiro para dar os buy-ins, então eu tirava do meu salário e patrocinava ele nos torneios pequenos.

Arrastei as coisas por um tempo, mas nada se sustenta pela metade. Larguei meu emprego para me dedicar àquilo que eu tinha escolhido. Enquanto, paralelamente, o meu irmão já estava 100% envolvido também. Ou era isso, ou eu não conseguiria fazer nenhum dos dois. Na dúvida, deixei para trás aquilo que eu não queria.

Aos poucos, o poker foi se tornando meu sustento e, como em qualquer mudança, nada foi fácil. As contas atrasaram, a cabeça bagunçou, e essa parte eu aprendi a administrar e a correr atrás.

Eu sabia que estaria começando tudo do zero e isso me dava medo! Eram noites fazendo contas do que tinha para pagar, comprar e investir. Faltava sono, sobrava preocupação. Uma mistura maluca de emoções! No meio disso tudo, nunca me faltou força de vontade pra alcançar meus objetivos. Eu sempre tive a certeza de que, quando fazemos o que gostamos e acreditamos, os resultados positivos aparecem naturalmente.

São oito anos de momentos, pessoas e sensações incríveis (outras nem tanto, hahaha!) que o poker me proporciona desde o começo.

Muitas emoções para um post só!
Conto mais no próximo. ;)

Abraços, até!